Fotografia Documental

Amigos,

Aqui vocês podem encontrar alguns de meus trabalhos no âmbito da fotografia documental. São séries fotográficas que no geral resultaram de um planejamento prévio anterior ao trabalho de campo, algumas delas estão inacabadas aguardando oportunidades práticas para que sejam concluídas.

abs,

nilson.soares@outlook.com

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Retratos Candidos

Há uns cinco anos atrás fiz uma série fotográfica chamada Retratos Anônimos, foram cerca de 80 retratos de pessoas anônimas nas Ruas do Rio de Janeiro.  Este ano resolvi reunir algumas fotografias daquela série e continuar a retratar nas ruas ou em eventos públicos pessoas anônimas ou amigos que casualmente encontre em meu caminhao. Agora dei o nome a série de Retratos Candidos.

A composição é bem simples e quase sempre consigo dirigí-la nos retratos: busto suavemente virado para um dos lados, o rosto direcionado para a camera, focagem nos olhos e um discreto sorriso de lábios cerrados. O quadro é fechado no rosto. Um outro dado é que eu revelo as fotografias em tamanho 10x15cm e ando com as fotos na mochila, caso eu reveja a pessoa pelas ruas dou-lhe a impressão fotográfica e tiro um novo retrato do modelo com o retrato nas mãos, nesse caso uso o celular.

O equipamente que uso é uma velha 50mm nikkor 1,4f de foco manual e uma D7000, nas fotos eu geralmente faço uma pos produção de correção de luzes, sombra.

Um outro dado novo é que com anos de atraso cheguei no Instagram e estou publicando essas fotos por lá o nome da conta é o mesmo @retratoscandidos

Abs,

Nilson Soares

nilson.soares@outlook.com

 

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Campo de São Cristovão

Amigos,

O Campo de São Cristovão, Feira de São Cristovão ou Feira dos “Paraíbas” como também já foi chamada pejorativamente, está localizado na Zona Norte do Rio de Janeiro em São Cristovão, uma localidade bem antiga que já serviu de residência da família real portuguesa até o final séc. XIX.

Uma das histórias a respeito do lugar conta que ela teve inicio por volta de 1940. “Paus de Arara”, caminhões que transportavam esses migrantes nordestinos, estacionavam nas imediações e lá permaneciam para conversar, beber, ouvir os cantores repentista e receber encomendas  de produtos típicos do nordeste. Com o passar do tempo esses nordestinos e os já estabelecidos na Cidade do Rio de Janeiro, se deram conta de que ali era um refúgio que lhes “pertencia” dentro da cidade, um refúgio para expressar a  sua identidade. Também notaram que havia um mercado econômicamente viável para produtos nordestinos que não tinham valor algum nos mercados tradicionais cariocas.

O Campo de São Cristovão foi e é um lugar de liberdade para ser nordestino,  sobretudo, seja no modo de falar, dançar, cantar, comer e expressar sua arte. Logo no início do ano 2000 elegeram representantes especialmente voltados para defender os interesses dos comerciantes, trabalhadores e artistas estabelecidos. O lugar que antes vivia no improviso de barracas montadas por quase meio século na região, ganhou uma estrutura própria, reconhecida pelo poder público e finalmente aceito como patrimônio cultural carioca.

Atualmente, está longe de ser uma atração cultural periférica destinado a minorias, se tornou uma atração cultural da Cidade. Visitado não só por nordestinos, mas turístas de todo mundo. Virou uma atração de massas e, por isso, vem perdendo uma pouco de sua atutenticidade…

Mesmo com essas ressalvas o Campo de São Cristovão se mantém enquanto referência e frequência nordestina, caricaturada em alguns exemplos, mas se mantém, especialmente em alguns de seus símbolos mais vibrantes na música (como os típicos trios de Forró Pé de Serra ), na culinária e, sobretudo, na alegria de seus nativos.

Essas fotos, realizadas entre 2014 e o início deste ano de 2016, são um exercício para tentar documentar um pouco dessa atmosfera.

abs,

nilson.soares@outlook.com

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São Paulo

Amigos,

Em janeiro deste ano de 2016, fiz uma de minhas primeiras viagens a cidade de São Paulo-SP.

Caminhei por algumas poucas regiões e apreciei com deslumbre o Centro Antigo. Por onde quer que se ande há muitas construções centenárias, algumas, inclusive, com um  tom de ruína e/ou abandono que dão um toque fraterno ao cenário que habitualmente enxergarmos com a complexidade das estatísticas sobre a pobreza.

Um dos primeiros locais onde fiz fotos foi no Edifício Martinelli. Construção datada da década de 20 que tem o seu terraço reconhecido como um dos mais requisitados pontos turísticos daquela cidade.  De lá é possível ver literalmente em 180º a paisagem de concreto vertical a sua volta, extensas avenidas, torres de transmissão no topo de edifícios e, se não me engano, a Serra da Cantareira em um dos extremos. Em São Paulo também há outros edifícios cujos terraços são abertos a visitação pública …

Para um carioca, habituado à mirantes naturais, apreciar a paisagem do terraço de edifícios para ver outros edifícios pode não parecer uma coisa interessante. Essa impressão logo se desfaz quando o burburinho de visitantes do citado terraço convenceu-me de que aquela visitação não é para apreciar a paisagem propriamente, mas um gesto de adoração e orgulho à metrópole.

São estudantes desde jovens educados a admirar aquela trama de concreto que ali de longe parece harmonica e até bucólica; o casal de namorados buscando a privacidade das alturas para um carinho;  ou a narrativa em tom empopético do coordenador de visitas Edson Cabral acerca da história da família Matinelli e sua obra. Lá de cima os paulistados olham para a organização, o trabalho, a engenhosidade, a paciência e resignação justificada necessária a ordem das filas do metrô, do ônibus, do trânsito que enfim explica suas vidas. Estão os paulistanos de fato, do alto de seus mirantes, olhando para si mesmos.

Mais um trabalho que espero continuar…

abs,

nilson.soares@outlook.com

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Meninas Barqueiras

Amigos,

Em novembro de 2013 viajei ao Marajó, Estado do Pará, um encontro que ponderou mais ainda em mim o sim e o não da vida…

Nas margens ou mesmo navegando nos rios Parauhaú, Pracaxi e outros do arquipélago, conheci um pouco da dura vida do povo marajoara e de suas crianças. Na pobreza sempre são as  crianças as que mais sofrem, mas, a pobreza nas pequenas cidades riberinhas, ainda que profunda, parece não ser desculpa para precindir-se da ternura e do desvelo com os filhos.

Nas minhas andanças pude constatar o grande esforço, digno de admiração, de homens, mulheres e crianças que dia a dia antes do raiar do sol trabalham no ciclo do açai, colhendo-o em finas e altíssimas palmeiras na mata, transportando-o por rios e negociando-o em alguns dos improvisados portos da região. Sem sombra de dúvida, a pesca e o açai são a base econômica  e alimentar da vida ribeirinha. Portanto, infelizmente, parece ser um ciclo econômico-social com dias contados, se levarmos em conta os atuais níveis de desmatamento da floresta, assoreamento e poluição dos rios. As cidades e comunidades da região não tem saneamento e o lixo das embarcações é diretamente jogado nos rios …

Entre essa gente respeitável também testemunhei a bravura sem lugar das Meninas Barqueiras que desde tenra idade adotam medidas desesperadas para a construção da pequena renda familiar. Elas arriscam-se remando em frágeis canoas para atracar navios, balsas em pleno movimento na correnteza funda e caudalosa dos rios. Nessas grandes embarcações elas vendem açai e camarão. Conversei com algumas destas Meninas Barqueiras,  crianças frágeis e belas, algumas com 5 ou 7 anos, pareciam encarar tudo como uma brincadeira …

Recordo que uma dessas meninas, em dado momento, desinibida, esqueceu de sua missão no interior do navio. Por um precioso e longo instante ela encarou-me enquanto fotogafava-a com uma expressão descansada e sincera, parecia ter consciência de que naquele instante fugidio era a si mesma o símbolo involuntário das virtudes e dos dramas marajoara.

Convivi também com crianças que não fosse a caridade cristã dos missionários da ong Anjo da Guarda menos chances teriam de fruir coisas básicas na vida, como, por exemplo, beber água potável…

As fotos acima, são apenas uma mostra de um enorme banco de imagens que levantei nesta primeira viagem que se Deus me permitir terá sua segunda parte.

Por derradeiro, meus agradecimentos às pessoas que no início de tudo, não temeram em dar informações preciosas sobre a região a um fotógrafo desconhecido. Os pequenos gestos desinteressados de cada um tornaram este trabalho possível, são elas…

–  ao médico Claudio Gibson, Cidade de Almerim;

–  a profa. Suelen Balieiro, Cidade de Breves;

– os missionários da Renovação Carismática Cristã Beto Bernardi, Renata Daiane, Jéssica Amorim, Johnatan Pereira, Maria Aparecida; ;

– o radialista Rubenil Miranda, Cidade de Breves;

– os meus guias locais Chico (em Belém) e Gustavo (em Breves) e

– a todas as pessoas que nas viagens de barco ou fora dele ajudaram-me com uma palavra amiga ou compartilharam seus infinitos saberes sobre as riquezas da floresta…

abs,

nilson.soares@outlook.com

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Andrelândia

Amigos,

Entre os anos de 2011 e 2012 estive na Cidade Mineira de Andrelândia, sudoeste de Minas Gerais.

As imagens acima são uma miscelânia destas duas viagens, a primeira delas foi acidental, buscava apenas um lugar para pernoitar durante minha jornada em direção a São João Del Rey. Todavia, seduzido pela verossimilhança da fé do povo acolhedor de Andrelândia retornei em 2012 para novo registro fotográfico de suas procissões católicas.

Tive grande satisfação pessoal em fazer este trabalho que reiterou minha crença de que nada é por acaso na vida.

abs,

nilson.soares@outlook.com

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Papa Francisco

Amigos,

Como todos sabem, em 2013 o carismático Papa Francisco esteve no Brasil. Durante sua rápida estadia na Cidade do Rio de Janeiro tentei registrar o encontro dos católicas do mundo inteiro que aqui estiveram com o Pontífice.

Imergi nas multidões que o acompanharam nas ruas do Centro da Cidade, na Favela da Varginha e pelas ruas de Copacabana anoite.  Com muito aperto e paciência, consegui fotografar o próprio Papa, em alguns momentos pude chegar tão perto do Santo Padre que até seu perfume senti (ou julguei senti…).

Esta experiência deixou em todos nós, além de uma mensagem de cunho ecumênico religioso, um exemplo de como lidar com as visitas a nossa cidade. Isto porque a cidade do Rio de Janeiro habitualmente é tomada por multidões em diversos eventos organizados por instituições públicas ou organizações privadas. Não raro o legado desses eventos se mostra negativado por aumento do incidentes de violência e vilipêndio ao espaço público.  Mas, surpreendentemente os milhões de católicos que aqui estiveram vindos de partes distante do mundo marcaram sua presença com cordialidade, civilidade, e, sobretudo souberam expressar de forma absolutamente pacífica por nossas ruas a  alegria de crer em Cristo.

abs,

nilson.soares@outlook.com

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Retratos Anônimos I

Amigos,

 Durante o outono deste ano (2013) percorri as ruas de minha cidade com o objetivo de fazer uma série de retratos autorizados de pessoas anônimas.

Minha metodologia foi muito simples, caminhava pela manhã ou fim da tarde pelas ruas e ao avistar pessoas que tinham algum traço que me chamava a atenção solicitava-lhes a fotografia. Meu pedido era geralmente algo como “bom dia, meu nome é Nilson e eu sou fotógrafo estou fazendo uma série fotográfica de retratos de pessoas anônimas, posso tirar uma foto sua?”  e assim fui prosseguindo com o trabalho.

Quase todas as fotos foram feitas nas ruas, umas poucas no metrô, todas sem flash ou qualquer outro tipo de produção local. Usei uma câmera Nikon D7000 e uma lente de 50mm de abertura máxima de 1.4f, mas trabalhei geralmente na abertura de 2.5 f.

Um trabalho que me fez refletir para além da técnica fotográfica. Obrigou-me a pensar a respeito dos limites éticos da photo street; sobre os motivos que podem levar uma pessoa confiar em um fotógrafo anônimo; e também sobre a rejeição e até desconfiança que algumas pessoas manifestaram em relação ao meu trabalho…

Fotografei homens, mulheres, jovens, velhos, moradores de rua, executivos e em cada um deles busquei esse ideal da fotografia em retratos, inocular momentos ínfimos, talvez, capazes de explicar diferentes estados de espírito humanos.

E foi assim que no jovem sufirta português que abordei caminhando do Arpoador em direção a Copacaba, vi no seus olhos claros a glória de aventuras passados e a expectativa das futuras; no morador de rua do Largo do Machado que encarou-me com um sorriso cansado de quem diz que “a vida é triste e dolorosa”; na mocinha de olhinhos pequenos e vibrantes da Rua Uruguaiana que me passou fé na juventude e em seus ponteciais; na moça que sentada nos bancos de uma pracinha em Botafogo repousou as mãos sobre seu rosto e desncansou todo o peso do mundo, e etc, etc, etc.

Foram dezenas voluntários que gentilmente concordaram em pousar para meus retratos, elas não fazem idéia de como foram importantes para mim,  muito obrigado a todos vocês.

Espero que gostem das fotografias, o espaço ao final desta página é destinado aos comentários.

Abraços,

p.s. As fotos aqui  publicadas  NÃO estão a venda e estão protegidas por leis autorias (copyright). 

nilson.soares@outlook.com

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Serra da Piedade

Amigos,

Eis aqui as fotos de um lugar único no Brasil, a Serra da Piedade onde em seu cume está estabelecido o Santuário de Nossa Senhora da Piedade, municipio de Caeté proximidades de Belo Horizonte. Além de um belo mirante de quase 2000 mil metros de altitude com vista livre para o vale é local de peregrinação católica há décadas.

Apesar da chuva, do vento e um pouco de frio, pude fazer o meu trabalho e reiterar minha admiração pela fé do povo mineiro.

abs,

nilson.soares@outlook.com